skip to main |
skip to sidebar
Penoso definhar
pelas ruas da agonia
Entregamo-nos aos ventos
que nos arrastam
O marasmo vai-se instalando
rude apatia
Seres despidos de cortesias
Enfraquecimento geral
das forças morais
Âmagos amargurados...
agonia anunciada
Estagnação,
abatimento,
extenuamento
Neurónios exaustos…
infértil imaginação
Clausura da inspiração
sobre véus despidos
Coma profundo…
ausência de sinais vitais
Pasmaceira constante...
intolerância que se instala
Tipos que se pavoneiam com o rótulo do másculo viril no bar do engate.Pura ilusão ou demência no salivarterminam a fracassada noite na boîte.Procuram o prazer gratuitonada têm a darNão sabem o que é AmarSão mera cor de rancor.Bailam os corpos sem emoçõessoltam-se gemidos de prazer(inexistente)Trocam-se beijos fabricadosCarícias despidas de ternuraerecção de nano segundos…Na satisfação insatisfeitajulgam-se os maiores galãs!Não ultrapassam a primeiraSuspiram pelas orgias pagãs!Na léria recebida ostentao desprezível machismoPura fantasia recebidanaquele mísero snobismoGalãs sem eira nem beirasemeiam o rasto do nadaRostos iguais, uma e outra vezHeróis... por minutosmão cheia de nadaIncapazes de darDeliram Apregoam aos sete ventosSou um génio do AmorSão ignóbeis cata-ventosIncapazes de dar calorProfanam-se sentimentos...corpossaciam-se desejos e prazerAnimal....inconscienteNa busca.... insaciávelNoite após noite...ataca o ogre